Mural

Instagram: @vud.s_

Artista de Rua, Arte Educador e Ilustrador. Artista Visual. 17 anos de atuação.

Participou dos principais eventos de Hip-Hop do ES, onde a linguagem do graffiti foi essencial. Já foi selecionado para pintar no Mutirão ao Vivo e a Cores (MVC), onde pintou nas edições de 2011 e 2012, no Origraffes por quatro anos e no evento Bahia de Todas as Cores 2021.

Realizou oficinas de graffiti no Origraffes, no CREAS e na Rede AICA (Atendimento Integrado a Criança e ao Adolescente), e várias outras entidades.

Apesar de abordarmos elementos diferentes em primeiro plano, o meu painel está conectado com o do Roel pelo cenário. Meu trabalho traz uma garça branca em primeiro plano, à direita do painel, como elemento principal. Ela tem um peixe médio em tom salmão, em sua maior parte, no seu bico longo e amarelo. Próximo à cabeça o bico vai mudando para um tom azul claro acinzentado.

Mais ao centro surge a paisagem com céu laranja e o mangue em perspectiva seguindo o rio em tom verde claro, refletindo o verde do mangue em volta. A esquerda já chegando no painel do Roel ao lado, um barco em segundo plano com o casco azul escuro e cabine marrom claro com o teto azul. Há uma pequena garça pousada na beira do barco. Dentro do barco, próximo à garça pousada, há uma rede de pesca, e logo mais ao fundo do barco uma caixa de madeira. Mais à esquerda há um tronco de árvore em tons de marrom que separa o meu painel do Roel que se conectam como se fosse um só, através da paisagem.

Instagram: @thiago.roel

Graffiteiro. Artista Visual. 11 anos de atuação

Realizou a pintura do mural da fachada da rodoviária de Piúma/ES, participou da organização do Festival Origraffes e é cofundador do IA Estúdio.

Este mural tem 20 metros quadrados, sendo 2 de altura e 10 de largura. Ele faz uma homenagem às rendeiras de bilro da Barra do Jucu, aos pescadores e ao Rio Jucu.

O painel é composto de dois planos. Um plano mais ao fundo, que foi trabalhado com cores quentes, cores bem amareladas para dar o aspecto de entardecer, de tranquilidade, que é uma vibração que o próprio território da Barra passa. Essas cores remetem um pouco a essa sensação.

Em primeiro plano, da esquerda para a direita, tem um zoom em duas mãos de uma mulher preta, que manuseia bilros. Nelas é possível ver algumas texturas, toda feita em escala de roxo e rosa, transitando entre o magenta até o violeta. Abaixo delas há uma flor vermelha, chamada de Flor da Restinga, a Barléria Vermelha, e algumas folhas em um verde vibrante.

No centro mais à esquerda, está uma figura feminina preta, com os cabelos crespos presos no alto da cabeça e com um brinco dourado. Ela também foi pintada em escalas de roxo, mais voltada para o violeta. Essa personagem cartunizada está de olhos fechados, enquanto faz a renda de bilro, não em um cavalete, mas sentada com sua almofada de bilro no colo, apoiada debaixo da sombra de uma árvore, de que se vê apenas os troncos.

Entre as grandes mãos no canto esquerdo e a personagem central sentada, temos um barqueiro em um barco ao fundo, que se assemelha a uma canoa, embarcação que era usada para fazer a travessia do rio para levar as rendas e os materiais até o porto de distribuição onde eram vendidos.

No centro mais à direita, próximo da rendeira, temos outro barco nas cores azul escuro e marrons de madeira, esse mais utilizado para pesca, que foi feito pelo artista Vudu. Nele está pousada uma pequena garça branca. Outra é vista voando ao fundo na floresta, pintada em tons de verdes claros e escuros.

No canto direito do painel, em primeiro plano, temos uma grande garça branca segurando um peixe médio de cor salmão no bico amarelo. Ela foi feita em um estilo mais de vetor, com linhas mais definidas, assim como o barco de pesca.

A rendeira no centro tem um pouco mais de volumes esfumaçados, algo um pouco mais desfocado. No canto esquerdo do mural, nas grandes mãos da rendeira, tem-se um traço mais realista, falando da estética da aplicação da técnica do bordado. 

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